24 de abril de 2020

Enquanto tudo parece estar indo bem, muitas vezes não prestamos muita atenção a nossos pés.

Eles passam muito tempo cobertos por meias ou sapatos, e, como diz o ditado, “o que os olhos não veem, o coração não sente”.

Mas, assim que algo não vai bem com os pés, fica impossível ignorá-los. Em alguns casos isso pode ser bom, já que sintomas de problemas de saúde mais sérios podem manifestar-se inicialmente nos membros inferiores.

Veja alguns sintomas comuns para os quais é bom ficar atento e algumas explicações possíveis do que esses sintomas podem significar para sua saúde.

Pés frios

Para muitas pessoas, “pé frio” não é uma simples figura de linguagem. Embora seja possível sentir frio nos pés sem que isso tenha alguma causa subjacente mais grave, sentir frio crônico nos dedos dos pés pode ser sinal de má circulação sanguínea. O tabagismo e condições de saúde ligadas a ele, como a DPOC, podem reduzir a capacidade de absorção de oxigênio dos pulmões, levando a níveis mais baixos de oxigênio no sangue. E a doença arterial periférica (DAP) e outras formas de doença cardíaca podem levar ao estreitamente das artérias, dificultando a circulação de sangue em todo o corpo. As extremidades, como as mãos e os pés, são especialmente sensíveis à má circulação, que pode manifestar-se com a sensação de frio. Se você notar que seus pés estão quase sempre frios ou entorpecidos, consulte seu médico para verificar se há problemas médicos subjacentes.

Coceira nos pés

Por mais que isso possa ser desagradável, a coceira nos pés não costuma ser sinal de alguma condição médica preocupante. A razão mais frequente de escamação e coceira nos pés é uma infecção fúngica, com o pé de atleta. Essas infecções são favorecidas em ambientes úmidos; geralmente começam entre os dedos do pé e ocorrem mais frequentemente em pessoas cujos pés transpiram muito por ficarem confinados em sapatos muito justos. O pé de atleta é contagioso, mas pode ser tratado facilmente com antifúngicos vendidos sem receita médica. Em alguns casos a coceira nos pés pode ser uma reação alérgica a cremes para a pele ou resultado de uma doença imune como a psoríase. Procure o médico se a coceira persistir ou se agravar com medicamentos vendidos sem receita médica.

Descoloração da pele

Uma erupção ou infecção fúngica como o pé de atleta geralmente causa escamação e vermelhão na pele, mas muitos outros problemas podem provocar descoloração dos pés. Uma desordem conhecida como fenômeno de Raynaud se caracteriza por uma sequência de mudanças de cor na pele quando reagem ao frio ou estresse. Em um episódio de Raynaud, a área afetada embranquece, à medida que as artérias se estreitam e o fluxo de sangue se reduz. A área afetada pode ficar fria ou entorpecida e, quando o fluxo de sangue diminui ainda mais, a pele pode ficar azulada. À medida que a circulação melhora novamente, a pele pode ficar avermelhada antes de finalmente voltar ao normal. O fenômeno de Raynaud acontece principalmente sem qualquer doença subjacente. Em alguns casos, contudo, pode ser um indício antecipado de um problema mais grave, como artrite reumatoide ou lupus.

Baqueteamento digital

O baqueteamento digital envolve mudanças na área em volta das unhas das mãos ou dos pés. Os sintomas comuns incluem o amolecimento do leito ungueal, acentuação da convexidade da ponta dos dedos do pé e a curvatura das unhas para formar um ângulo maior com o dedo do pé (o chamado baqueteamento). Uma maioria importante dos casos de baqueteamento vem de doenças cardíacas e pulmonares que reduzem o nível de oxigênio presente no sangue. Procure seu médico se você observar mudanças em suas unhas da mão ou do pé que pareçam um baqueteamento, pois elas podem ser sinais de problemas sérios como câncer pulmonar, doença cardíaca e doença de Crohn.

Pés inchados

A maioria das pessoas sofre de inchaço nos pés em algum momento da vida. Com frequência o edema se deve a algo simples, como passar muito tempo em pé, usar calçado muito apertado, fazer uma viagem aérea longa ou sofrer uma lesão pequena, como uma torsão do tornozelo. Mas, se o inchaço se prolonga por mais que dois ou três dias, pode ser sinal de uma condição médica mais grave. Fluidos como o sangue podem acumular-se nas pernas em consequência de doença cardíaca congestiva, doença renal ou até como efeito colateral de remédios para diabetes e hipertensão. O inchaço também pode ser fruto de inflamações resultantes de artrite reumatoide ou oesteoartrite. É importante procurar atendimento médico de emergência se o inchaço for acompanhado por sintomas como dor no peito, dificuldade de respirar ou tontura, pois podem ser indícios de um coágulo sanguíneo ou outra condição cardíaca grave.

Sensação de queimação

A sensação de queimação nos pés pode variar de leve (entorpecimento e formigamento) a grave (dor tão forte que atrapalha o sono). Algo tão simples quanto pés cansados ou uma infecção comum como o pé de atleta pode provocar sintomas de curto prazo como queimação ou formigamento. Em casos mais graves, a queimação nos pés pode ser sinal de lesões nos nervos decorrentes de diabetes ou de uma condição circulatória conhecida como doença arterial periférica (DAP). Procure o médico se a sensação de queimação se prolongar por algumas semanas, se os sintomas se intensificarem, se a dor aumentar ou você começar a perder a sensibilidade nos pés ou dedos dos pés. Enquanto isso, a sugestão da Clínica Mayo é fazer repouso com os pés elevados, para aliviar os sintomas. E banhar os pés em água fria também pode reduzir a dor e queimação.

Dor no dedão do pé

A dor generalizada nos pés e uma coisa, mas uma dor localizada às vezes aponta para um problema mais específico. Se a dor é localizada na ponta e no canto da unha, pode ser sinal de unha encravada. Uma dor repentina e forte que se repete na articulação do dedão pode ser indício de uma forma complexa de artrite conhecida como gota. Os sintomas de gota incluem dor articular intensa seguida por desconforto prolongado; frequentemente se apresentam à noite, sem qualquer indício prévio. A artrite reumatoide pode ser outra explicação, pois seus sintomas iniciais tendem a ser sentidos nas articulações dos dedos dos pés e das mãos, antes de passar para pés e mãos propriamente ditos. Se você sentir desconforto persistente ou dor localizada repentina sem explicação aparente, marque uma consulta com o médico.

Unhas do pé amareladas

Como é o caso com outras partes do corpo, a descoloração das unhas do pé pode ser sinal de que algo não vai bem. A onicomicose (infecção fúngica das unhas) muitas vezes começa como pontinho amarelo sob a ponta da unha. Infelizmente, como você talvez tenha aprendido nas aulas de biologia, os fungos se dão bem em ambientes escuros, úmidos e quentes, de modo que a parte de baixo de uma unha do pé é perfeita para eles. Se não for tratada, essa descoloração pode chegar mais fundo na unha e se alastrar para os outros dedos do pé. Tirando alguma dor leve e o prejuízo estético, as infecções fúngicas das unhas geralmente não constituem grande perigo para a saúde. Mas, se você tiver diabetes, uma infecção fúngica sem tratar pode prejudicar a circulação sanguínea em seus pés e levar a complicações mais sérias.

Unhas do pé esbranquiçadas

A descoloração branca das unhas não é necessariamente sinal de algum problema de saúde. A leuconíquia é o termo médico que descreve manchas brancas comuns que começam na base da unha e se movem à medida que a unha cresce. Contrariamente à ideia popular, essas manchas não são sinais de uma deficiência vitamínica e são vistas como inofensivas, de modo geral. Mas uma mancha branca na ponta da unha pode ser mais séria. Uma lesão pode levar parte da unha do pé a separar-se do leito ungueal, o que pode fazer a ponta da unha ficar mais branca. E algumas infecções fúngicas se manifestam inicialmente como manchas brancas na ponta da unha. Se não forem tratadas, elas podem chegar à unha inteira, provocando mais descoloração e potencialmente fazendo a unha se descolar do leito ungueal.

Originalmente publicado no site Daily RX

18 de maio de 2017
Para iniciarmos vamos entender duas siglas, que são responsáveis por 99%(noventa e nove) das causas de dores musculares.
L.E.R = LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO.
DORT = DISFUNÇÕES OSTEO-MUSCULARES RELACIONADAS AO TRABALHO.
Por isso, hoje é  muito comum nas empresas os exercícios laborais. A unica maneira de prevenção destas lesões são os exercícios.
Mialgias(dores nos músculos).
Ocorre nas plantas dos pés, dorso dos pés e tornozelo.
Facites Plantares – ocasionando dores nos pés durante a caminhada, formigamento nos pés e nos dedos.
Facites das Fácias-latas e tensores ( músculo medial da coxa) – ocasiona dores  desde a  cintura até o joelho, refletindo em todo os membros inferiores (pernas, tornozelos, pés e dedos).
Síndrome Túnel do Tarso* afeta toda região calcânea dos pés, o tornozelo e os pés. Provoca dores intensas latejantes, limita o movimento, formigamentos, falta de coordenação motora, etc.
Síndrome de Piriforme – ocorre na região dos glúteos (nádegas) pode afetar a capacidade de ficar de pé, caminhar e movimentar pernas e tornozelos.
Alterações Parestésica dos tornozelos, pés e dedos – também ocorrem na região dos glúteos, irradiando para coxa e pernas. causando formigamentos nos tornozelos, pés e dedos.
* Conjunto de ossos do retro pé = calcâneo, tálus, navicular, 3 cuneiformes.
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30 de abril de 2016

4 truques para você NUNCA mais sofrer com sapatos apertados

Você não resistiu a um par de sapatos com custo benefício incrível, trouxe eles para casa influenciada por sua primeira impressão na loja, para descobrir que eles são pequenos instrumentos de tortura em seus pés. Ainda que digam existir dezenas de truques caseiros e até produtos especiais que prometam induzir o calçado a lacear, sair por aí mancando ou com o pé latejante não é agradável. Saiba como se prevenir desse mal e como contornar a situação numa emergência.

Para garantir o calçado perfeito

1. Experimente o sapato
Muitas pessoas se convencem de que seus pés param de crescer quando adolescentes, mas esse nem sempre é o caso. Se você tiver um pé maior que o outro, certifique-se sempre de comprar o tamanho maior. Além disso, a numeração dos sapatos pode variar entre as marcas, por isso o recomendado é experimentar sempre um número acima ou abaixo, e tirar qualquer dúvida sobre o melhor tamanho.

2. Prove sapatos no final do dia
Os pés podem inchar durante o dia, às vezes, adicionando até um numero a mais ao tamanho do calçado. Experimentar os sapatos no final do dia, ao invés de prová-los pela manhã vai garantir que ainda sejam confortáveis quando seus pés estiverem maiores.

Se os sapatos machucam

3. Prepare-os com antecedência
Antes de usar os sapatos já na primeira ocasião, tente amaciá-los caminhando pela casa com um par de meias mais grossas. Nos sapatos de couro, algumas pessoas também recomendam o aquecimento dos calçados com um secador de cabelo para amaciar a pele e permitir que eles se estiquem para a forma correta ao seu pé.

4. “Grude” seus dedos dos pés
Não, não estamos defendendo nenhuma técnica perigosa de ligação, mas um truque usado frequentemente por modelos. Quando desfilam em saltos altíssimos na passarela, em sapatos que não são seu número, costumam “colar” seus terceiro e quarto dedos do pé unidos com fita esparadrapo. Isso facilita a pressão sobre os nervos e reduz a largura – e a dor –  de seu pé, pelo menos, mais um pouco.